sábado, 11 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Significado dos presentes ao Menino Jesus na Epifania

Ouro simboliza a realeza do Cristo
Incenso simboliza a divindade do Cristo
Mirra é uma erva amarga, usada para embalsamar na Antiguidade. Simboliza as dores da Paixão e a morte do Cristo.
Dizem os exegetas que foi a venda destes presentes que permitiu à Sagrada Família sobreviver no Egito como estrangeiros.
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Epifania
domingo, 1 de janeiro de 2012
Confraternização Universal e Maria, mãe de Deus

Piero di Cortona, Madona, o menino e anjos, Museu Capitolino, Roma
Primeiro de janeiro é um dia em que o calendário litúrgico e civil se casam perfeitamente. Quer melhor confraternização universal que Maria, mãe de Deus? Em que o Verbo se fez carne no seio de uma filha de Eva para fazer a confraternização e reconciliação entre o homem e Deus?
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1 de janeiro
domingo, 16 de janeiro de 2011
Faltam profetas, sobram fariseus

No evangelho deste domingo contemplamos o anúncio de São João Batista: "Eis o cordeiro de Deus!". Sem meios termos, sem firulas. Com que energia o Batista não apontou seu cajado na direção de Jesus! Moisés apontou seu cajado para indicar ao povo o caminho de Canaã, o Batista mostra mais que o repouso da Terra Prometida, mostra aquele que é o repouso e prometido para toda a humanidade.
Santo André e São João souberam ouvir o Batista, e o Evangelista narra que seguiram Jesus. Hoje em dia, como faz falta um Batista que aponte Jesus para quem quiser ouvir! Poucos apontam Jesus, poucos apontam o Jesus certo.
O que sobram são os fariseus. Fariseus diferentes dos daquela época. Aqueles fariseus rejeitavam e condevam Jesus. Hoje mudou. Os fariseus hoje têm Jesus muito na boca, e pouco no coração. E o povo ainda não sabe quem é o cordeiro de Deus...
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São João Batista
domingo, 9 de janeiro de 2011
No batismo do Senhor - Para que se cumpra toda a Justiça
"Para que se cumprar toda a justiça". Jesus não precisava ser batizado por João, ainda assim o exigiu. Ainda assim exigiu o rito, a liturgia. Este ensinamento muito poderoso. É um tapa na cara daqueles que desejam desidratar a liturgia da Igreja. Se Jesus valorizou a tal forma o rito instituido por João ao ponto de - teologicamente - fazer obra inútil, como nós podemos depauperar daquele rito implantado pelo próprio Senhor na última Ceia, a Santa Missa? Como ousaremos atacar as tradições dos antigos, e dizermos o que deve ou não deve ser feito naquilo que recebemos? Como podemos julgar o que é "barroquismo" (odeio esta expressão) e essencial? Não podemos. Para que se cumpra toda a Justiça, temos de piedosamente receber e cuidar da nossa liturgia. Ela é dada por Deus. Não é dado ao homem ser seu juiz, mas piedosamente reconhecer o testemunho do Altíssimo, assim como Deus Pai testemunhou Jesus em seu batismo, a despeito de todas firulas teológicas que podiam ser incessantemente tecidas sobre o batismo joanino.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
III : O mandamento quase-impossível
A celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja. "O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como dia de festa de preceito por excelência."
"Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus, de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos."
O mandamento da Igreja determina e especifica a lei do Senhor: "Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa". "Satisfaz ao preceito de participar da missa quem assiste à missa celebrada segundo o rito católico no próprio dia de festa ou à tarde do dia anterior.
Catecismo da Igreja Catolica, 2177.2180
Uma das linhas editoriais deste blog é tentar não dar contra-testemunho revelando as fraquezas e pecados do autor. Santo Agostinho pôde fazer isto em suas Confissões, mas entre Agostinho e este que vos escreve, apenas os pecados tem em comum. Quod licei Iovi, non licet bovi. Agostinho podia se dar ao luxo de narrar seus pecados porque era santo e os abandonara.
Mas se tem algo que verdadeiramente ando desanimado é com o III mandamento: "Guardarás domingos e festas". Não só porque nossas missas dominicais estão liturgicamente bem ruinzinhas. Há fortaleza ainda de ir na missa dominical mesmo que ela seja ruim liturgicamente, fazendo uma hora e quinze minutos de sacrifício ("Oh tempora, oh mores!!!" que um cristão chegue a dizer isto da Santa Missa, mas veja a que ponto chegamos).
Eu me refiro a dificuldade com o termo "e festas", ie, os dias de preceito. Como é difícil cumprir o preceito, e as vezes impossível.
Minha Nossa Senhora da Piedade, como é díficil achar missa nos dias 1 de janeiro, 19 de março, 8 de dezembro... todos são dias de preceito, e cadê as missas?
Confesso desanimar e me pergunto: "Se a hierarquia e o clero não provém, que culpa o fiel tem?". É nobre andar mares e terras em busca de uma missa, mas e nos dias que não são feriados? As vezes simplesmente não dá para sair do trabalho e ainda pegar missa. Se a paróquia geográfica não supre em horário conveniente, simplesmente não dá para ir.
Certamente em algum ponto da teologia moral ou do direito canônico o fiel é excusado do preceito se não pode participar. Mas o que é o "não poder participar"? Posso tentar descobrir os telefones de secretarias e ligar incessantemente tentando achar horários de missas. Tecnicamente tenho liberdade no trabalho pedir o favor de para sair mais cedo, tenho dinheiro para dirigir uma centena de quilômetros atrás de uma missa. Pagando regiamente, posso pegar um avião e ir atrás de missa até mesmo numa capital a 800km daqui. Tecnicamente, havendo saúde, tempo e dinheiro, SEMPRE há possibilidade de ir, ainda que gere dano pessoal e material. Alguém farisaicamente pode dizer "o que é este sacrifício quando comparado à sublimidade da Santa Missa?" Eu responderia "O sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado" para precaver das obrigações religiosas excessivas que pervertem o sentido original do preceito. Enfim, é uma área cinza. O fiel realmente SEMPRE PODERIA ir numa missa em dia de preceito, SEMPRE HÁ POSSIBILIDADE ainda que custosa em todos os sentidos.
Mas por que num país católico (ma non troppo) eu preciso destas piruetas logísticas para simplesmente cumprir o preceito, preceitos que de forma alguma foram pensados para serem onerosos ou sacrificantes? Compreende-se que um católico oprimido na China, Índia ou Iraque não ache missas na Solenidade da Imaculada Conceição... mas até no Brasil? O que está havendo, ó clero, ó pastores que deixam as ovelhas se perderem???
O desleixo é tão grande que muitas vezes nem acho missas dia 25 de dezembro!!! Meu Santo Inácio de Loyola, valei-me! Como é difícil ser católico! Sinto-me como aqueles judeus no exílio na Babilônia, com o Templo de Jerusalém destruido, sem poder fazer os sacrifícios da Lei de Moisés. Quero cumprir a lei, não me dão condições? E não dadas as condições, fica naquele estado cinza, sem culpa, mas em infração.
E sinto uma forte tentação na minha orelha, muito razoável, sensata e convincente, como sempre é o Capeta quando quer: "Se o clero que deveria olhar por isto não se importa, por que você ainda se importa?"
Eu me importo porque encontro meu prazer na lei de Deus e a medito dia e noite sem cessar (Sl 1). Já porque o clero não se importa... o Tentador tem um ponto aqui.
Triste, não? A tristeza leva à aridez, a aridez à desolação, a desolação aos vícios, os vícios aos pecados, os pecados à danação. O Tentador tem um ponto aqui também. Ele venceu esta parada.
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descristianização
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Três metas
Este blog tem estado parado. Quanto mais o blog parado tanto mais agitada a minha vida.
Trago comigo aquela angústia do estado da nação e da Igreja. Quanto a última, tento me consolar sabendo que o Espírito Santo a guia. Quanto a primeira não tenho consolo nenhum, e sei que desde a época da antiga Grécia, repúblicas sem virtudes caem.
Como leigo, vou cuidando da minha vida e da minha santificação. Ah, sim, esta última mais preocupante que o estado da Igreja e da nação! Pelo menos quanto a santificação eu tenho poder para agir.
E ajo? E me preocupo? Ora, leitor, nem tudo se escreve!
Ah, como queria expulsar os hereges e desobedientes da Igreja! Como queria prender os corruptos do governo! Ah, como queria... mas talvez seja ainda mais fácil tentar expulsar os vícios de meu coração! Mais fácil e mais proveitoso, afinal, como diria Sêneca já citado neste blog, mesmo distante a virtude tem ação.
Ortodoxia na Igreja, probidade na vida pública, santidade na vida cristã! Três metas. E a terceira é a meta de ambas as duas primeiras metas!
Trago comigo aquela angústia do estado da nação e da Igreja. Quanto a última, tento me consolar sabendo que o Espírito Santo a guia. Quanto a primeira não tenho consolo nenhum, e sei que desde a época da antiga Grécia, repúblicas sem virtudes caem.
Como leigo, vou cuidando da minha vida e da minha santificação. Ah, sim, esta última mais preocupante que o estado da Igreja e da nação! Pelo menos quanto a santificação eu tenho poder para agir.
E ajo? E me preocupo? Ora, leitor, nem tudo se escreve!
Ah, como queria expulsar os hereges e desobedientes da Igreja! Como queria prender os corruptos do governo! Ah, como queria... mas talvez seja ainda mais fácil tentar expulsar os vícios de meu coração! Mais fácil e mais proveitoso, afinal, como diria Sêneca já citado neste blog, mesmo distante a virtude tem ação.
Ortodoxia na Igreja, probidade na vida pública, santidade na vida cristã! Três metas. E a terceira é a meta de ambas as duas primeiras metas!
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